segunda-feira, 30 de junho de 2008

Gedo Senki (Tales of Earthsea)


De Goro Miayazaki

"Filho de Peixe Sabe Nadar", assim diz o provérbio popular quando se refere a certas características que os filhos herdam dos pais. Assim aconteceu a Goro Miyazaki (filho de Hayao Miyazaki) que adquiriu a capacidade e o prazer de fazer animes como o seu pai. Identificam-se as animações e o Artwork idêntico a Hayao, mas isto deve-se ao facto do anime ter sido executado pelo mesmo estúdio - Ghibli.

Este filme fica muita à quem das expectativas, ou não fosse já o pai um dos grandes nomes do cinema de animação, como já referi no post acerca do Castelo Andante, e por esse modo suponha-se que por detrás de si, estaria um filho cujo talento fosse equivalente. Devemos ter em conta que é o seu primeiro filme e é certo que não é genial, mas tem alguns pormenores que devem ser valorizados, devendo ser visto com o mesmo grau de atenção.

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domingo, 29 de junho de 2008

O Castelo Andante


De Hayao Miyasaki


A fantasia e o encanto de um dos realizadores, senão o realizador Japonês mais famoso do mundo. O homem cujo talento felizmente tem-se alargado até hoje, que já conta com mais de 65 anos, mas que não dá mostras de se reformar. Pois é sempre recebido com grande expectativa e entusiasmo pelos seus filmes, fascinando um público cada vez mais abrangente, que espera com alguma impaciência (tais são as especulações) pelo seu próximo filme.
Estreou em 2004 “How'l Moving Castle”, que é na verdade uma adaptação ao livro de 1986 da escritora britânica Diana Wynne Jones. São as animações do já conceituado estúdio Ghibli, ao qual Hayao é co-fundador, que dá a devida projecção à história de Diana Wynne e a torna uma das obras cinematográficas mais importantes do século.

O Castelo Andante é uma daquelas histórias que nos puxa para o seu interior e nos submete a uma reavaliação destes objectos artísticos - Cinema de animação; que para a maior parte das pessoas não passa de cinema infantil, próprio para crianças - como muitos outros produzidos pela Disney ou mais recentemente pela DreamWorks, que tanto uma, como a outra das produtoras parece estar a banalizar o cinema de animação e a fazê-lo perder muito do encanto da antiga forma de executar "animações" - desenhadas manualmente, frame por frame. “How'l Moving Castle” faz-nos derreter, mover da cadeira, se for o caso, e ficar com os olhos brilhantes desejando mais e mais daquele fascinaste mundo. A banda sonora encarrega-se de acompanhar o andamento do filme, tornado-o muito melódico, arriscaria mesmo no "simbólico" já que toda aquela história é nada mais, nada menos que uma alegoria à vida - à chama que permite que o majestoso castelo se mova.
Não consiste numa vulgar história de feiticeiros, muito pelo contrário o "fantástico" das histórias de Hayao Miyasaki é a humanidade que este incorpora nas suas personagens - dando-lhes portanto, uma intenção moral e interventiva. Vejamos por exemplo A Viagem de Chihiro, filme galardoado com o Óscar em 2001, cuja protagonista procura salvar os pais de uma terrível maldição. Aqui está implícito como forma de castigo que apenas poderá ser desfeito com uma leal dedicação de criança, Chihiro, como uma mostra do amor que sente pelos pais.

Sophie trabalha na loja de chapéus da família, tem 18 anos e leva uma vida vulgar, numa cidade em Guerra contra a nação vizinha. Um dia Sophie é terrivelmente amaldiçoada pela invejosa Bruxa do Nada, que a faz envelhecer até aos 90 anos - maldição esta que a leva ao encontro de um tal Castelo Andante, onde habita Howl, um jovem e fascinante feiticeiro, Markl, um menino e pupilo de Howl e Calcifer, o demónio do fogo que faz andar o Castelo.
A junção perfeita de argumento e animação que levou à sua nomeação ao Óscar de 2004 de Melhor Filme de Animação. Um romance entre Sophie - uma prematura idosa e Howl - o encantador feiticeiro.


Blue Submarine Nº6

Série constituída por quatro OVAs de 1998/1999 criada pelo estúdio Gonzo. Baseada nas personagens da manga de Satoru Ozawa e realizada por Mahiro Maeda.
O filme foi considerado realmente inovador para a época visto serem misturadas animações e cenários construídos em Computação Gráfica - 3D com personagens desenhadas tradicionalmente. Pelos vistos não foi dada a divida importância na época e Blue Submarine Nº6, é, de facto uma obra pouco conhecida.


Num futuro próximo o oceano toma posse da terra e os humanos são obrigados a partilhar o mar com outras criaturas que lá habitam. A Humanidade encontra assim um novo inimigo - uma nova raça do mar criada pelo cientista Zorndyke. Uma espécie geneticamente alterada, cuja derradeira intenção é destruir toda a Humanidade. Os sobreviventes terrestres terão que unir forças e combater contra esta nova ameaça. Por isso as esperanças são, todas elas depositadas no Blue Submarine Nº6 e na sua tripulação.
Maymi Kino, uma jovem pilota está encarregue de trazer Tetsu Hayami de volta à tripulação do submarino azul.

Devemos considerar que, Blue Submarine Nº6 consiste numa crítica à problemática do descongelamento dos Glaciares que provocarão o aumento das águas marítimas que consequentemente apoderar-se-ião da terra (tal como aqui está retratado). Os perigos são iminentes e mais tarde ao mais cedo esta é umas das principais consequências da poluição - que o homem pagará sacrificando as gerações vindouras.
Esta obra também, conhecida por "Aonorokugo" é uma verdadeira pérola do cinema de animação onde é marcada pelo extraordinário desenho de Range Murata, quem passo, desde já a sublinhar. Também se destacam as habituais animações bem fluídas e dinâmicas, não ficando por isso agarradas a uma "repetição" que é visível em muitos animes com fraca qualidade, que não é o caso. Aqui está um exemplo de um grande sucesso artístico, em que tudo o que é desejado pode ser bem conseguído.

Anime WALLPAPERS

Mushishi

Kingdom Hearts

Byousoku 5 Centimeter

Blue Submarine No.6

sábado, 28 de junho de 2008

Gantz... gantz... gantz


Download Anime:
Episódio 01 - Aqui
Episódio 02 - Aqui
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Episódio 26 - Aqui

Download manga aqui*

Kill Bill

Gantz (manga)


De Hiroya Oku

Gantz tem um enredo poderoso. Apesar de eu não apreciar de todo o anime, acho a manga muito interessante, pois mantém-se fiel desde sempre a um género, um thriller violento; um jogo de rato e gato cuja única alternativa é seguir as impiedosas regras e tentar ao máximo sobreviver.


Gantz (ガンツ Gantsu) é da autoria do Mangaka Hiroya Oku e serializada na revista Young Jump. A arte da manga é feita a partir de cenários em produzidos a partir de Computação Gráfica, passados para o papel, misturado-os com personagens desenhados manualmente.
Gantz conta a história de Korono Kei e Katou Masaru que se reencontraram após vários anos numa estação de metro, onde haveriam de morrer atropelados por este, enquanto tentavam salvar um velho sem abrigo.
A morte levou-os até uma sala num apartamento de Tóquio, onde se encontravam mais pessoas na mesma situação, inclusive um cão. No centro da sala localiza-se uma esfera negra denominada de Gantz, que lhes providencia armas e uns fatos especiais, assim como outros aparelhos. Depois disso são destacados para cumprir missões, em que mediante o resultado vão recebendo pontos. Aos 100 poderão escolher entre:
  1. Se libertar de Gantz sem nenhuma memória
  2. Receber uma arma poderosa
  3. Trazer alguém de volta do banco de dados do Gantz
De facto, Gantz consegue captar com muita facilidade a atenção do leitor, sobrevivendo quase exclusivamente de um traço muito característico misturado com o imprevisível enredo. A realidade é assustadora e os seus protagonistas vivem numa luta constante pela sobrevivência. Destaca-se a personagem de Korono que inicialmente é um adolescente individualista, inseguro e pervertido, mas que mais tarde adquire fortes características de companheirismo e amizade. Já Katou tem uma personalidade bem diferente, ele é pela a união de todos, pois só assim existe a possibilidade de saírem dali, de volta a vida, sãos e salvos.